Ela estava certa do que iria fazer. Depois de tanto chorar
noites e noites sozinha, revirando-se na cama, pensando em que ela poderia ter
evitado e o que deixou de fazer, ela finalmente tomou coragem. Subiu em cima da
cadeira, respirou fundo e por um momento, se lembrou de todas as vezes em que a
deixaram para baixo, que a humilharam e a rejeitaram. De seus olhos, caiu uma
lagrima. Ela amarrou a corda em seu pescoço e ficou tomando coragem, até que
seu pé perdeu o equilibro e a cadeira caiu. Tentou desamarrar a corda mas
estava muito forte. Gritou por socorro mas ninguém escutava. Não tinha como
voltar atrás. Então o ar foi sumindo dos seus pulmões e devagar, ela foi
parando de resistir contra o fato inevitável que estava prestes a acontecer.
Mas de qualquer forma ela não estava com medo e muito menos assustada, já havia
se acostumado, porque todo dia era assim que ela se sentia, sufocada.
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