Testando



Ela estava certa do que iria fazer. Depois de tanto chorar noites e noites sozinha, revirando-se na cama, pensando em que ela poderia ter evitado e o que deixou de fazer, ela finalmente tomou coragem. Subiu em cima da cadeira, respirou fundo e por um momento, se lembrou de todas as vezes em que a deixaram para baixo, que a humilharam e a rejeitaram. De seus olhos, caiu uma lagrima. Ela amarrou a corda em seu pescoço e ficou tomando coragem, até que seu pé perdeu o equilibro e a cadeira caiu. Tentou desamarrar a corda mas estava muito forte. Gritou por socorro mas ninguém escutava. Não tinha como voltar atrás. Então o ar foi sumindo dos seus pulmões e devagar, ela foi parando de resistir contra o fato inevitável que estava prestes a acontecer. Mas de qualquer forma ela não estava com medo e muito menos assustada, já havia se acostumado, porque todo dia era assim que ela se sentia, sufocada.

testando


Teste, teste, teste, teste, teste.


“Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás, de ligar, de te dizer mil coisas, e cair em suas mãos, sem me importar com nada, simplesmente entregar-te meu coração. Mas não, renuncio, me controlo e digo para mim mesmo que não é assim, que não pode ser, que você se foi, e não volta.”